Morreu a Rosarinho, a professora de voz, cantora lírica de formação, Maria do Rosário Coelho. Trabalhámos juntos no meu primeiro projecto teatral (O Físico Prodigioso, no Teatro do Triângulo), e em Hamlet. Nunca fui seu aluno regular, e nem quero imaginar o que perdi por isso. Havia nela uma graça vertical e altiva, que interpelava e tocava fundo. Desconcertava para nos fazer avançar, sempre com um sorriso de interrogação, que se estendia para nós como uma mão a que nos poderíamos segurar, na travessia das nossas incertezas. A sua pequena figura de pássaro enchia. Despeço-me aqui, Rosarinho, porque não pude acompanhar a festa que, mesmo entre a tristeza do momento, soubeste inspirar. Um beijo e... obrigado!
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